Um mês depois, eu estava me preparando para o prmiero dia aula, em outra escola, e como sempre eu sei que pelo ao menos alguém vai rir de mim na escola, por eu ser 'diferente da sociedade', é sempre um saco, ver como as pessoas ainda são ignorantes, e mais chato ainda, é saber que elas não querem mudar, nem saber se estão certas ou erradas. O primeiro dia: Entrei na escola, com meu jeito um pouco tímido, subi logo para a aula porque cheguei atrasado, entrei na sala de aula com um sorriso no rosto, não pra demonstrar simpatia, e sim porque eu estava feliz de estar numa escola nova. Eu penso no 'primeiro dia de aula' como uma mudança em nossa vida: Novos amigos, novas idéias, talvez uma namorada, mas enfim, não vou falar disso agora. Eu conversava com quem olhava pra mim e sorria, porque eu pensava que essa pessoa não ia me julgar, fiz amizade com todos ao longo do tempo, até gente fora da minha turma queria saber quem era aquele menino de estilo diferente, estilo indefinido, para alguns já era "o doido", mas pra mim, eu sou só um roqueiro pouco diferente. Conheci muita gente já nos primeiros dias, mas depois essas pessoas foram se afastando, alguns que eu conversava todo dia, hoje nem olham na minha cara. O motivo? Não sei ainda, e não sei se é um bom motivo, até porque eu sempre fui amigo quando precisaram, fui palhaço quando quiseram, eu tentei ser eu mesmo pra fazer as pessoas gostarem de mim, umas eu falo até hoje, mas outras não, e nem vou correr atráz pedindo pra falar comigo. Algum tempo depois as pessoas pareciam estar contra mim. Cada vez que eu ia pra escola, eu queria estar sozinho porque só assim eu entendo o que eu to sentindo, então meus vícios foram crescendo, eu saia cedo de casa pra ir pra escola, e voltava tarde, já de noite, pra ficar na rua fumando, não ligando pro que poderia acontecer, não ligando pro que os outros iam dizer sobre mim, mas o que eu só queria mesmo era alguém pra conversar, pra me entender, pra me dar amor quando não existir amor em volta de mim, mas ninguém liga pro que uma pessoa diferente pensa.
Dias depois, conheci uma menina através de outra amiga, o nome dela era Fernanda e nós começamos a conversar e vimos que tinhamos coisas em comum, os mesmos estilo de músicas e blá blá blá. Eu estudava de tarde, e ela de manhã, mas queríamos arrumar um jeito de nos vermos, mas só dava no fim de semana, como eu estava, pra não ser como uma história de amor como são sempre contadas, eu vou ser sincero, ela não tinha nada de especial, nem um olhar que me chamasse tanta a atenção. Depois de um tempo, reparei que a única coisa que realmente me dispertava interesse nela, era que em várias coisas nós tinhamos a mesma opnião. Poucas semanas depois nós terminamos, nem ela também sabia direito o porque terminamos, eu era novo, Fernanda foi minha primeira namorada, e um dia ela quis, digamos que, 'avançar' um pouco o nosso namoro, se é que me entende, mas nós sabíamos que nenhum dos dois estavamos prontos. Admito, gostava da companhia dela, só não gostava de certas coisas que ela fazia, fez e ainda faz, mas é o jeito dela, não vou julgar...Quer dizer, não podia falar, mas pensar.
Lembro de um fim de semana em que eu chamei a Fernanda para vir pra cá e ficarmos na praia à noite, olhando as ondas baterem nas pedras da praia, era tão bom, a lua era só nossa e o amor era do destino. Eu começei a faltar as aulas da escola, indo pra casa da Fernanda, por causa do meu mau relacionamento com as pessoas da escola, não queria olhar pros outros e ouvirem eles perguntando o motivo de eu ter 'nascido assim'. Conhecia sua familia, mostrei que eu não era qualquer um, menti para eles dizendo que eu não estudava de tarde, pra não reclamarem comigo por eu estar matando aula. O tempo foi se passando e cada vez nós estavamos pegando intimidade um com o outro, nos conhecendo mais a cada dia que passava, a cada beijo de amor, e eu pensava que poderia dar tudo certo, é fácil errar quando se é um adolescente, o mundo é muito difícil de se entender, mas fácil de se confundir com coisas novas
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