sábado, 9 de outubro de 2010

Lágrimas injustificadas, sofrer em silêncio [part III]

      Palavras de ajuda, sentimento de força...Sem a Fernanda, encarei meus problemas com a opção de desistir bem na minha face. Eu já estive bem perto de desistir de absolutamente tudo, parecia que tudo ia continuar como estava, que não ia acabar ou no mínimo, mudar. Eu levantaria os braços, olharia pra cima e diria o quanto eu sou fraco, porque é fácil demonstrar fraquesa quando se tem o primeiro grande problema, eu até poderia conversar com alguém, mas a consolação não me ajudaria em nada, eu acho que consegui arrancar da minha alma, uma força para fazer as coisas que eu sempre sonhei, transformar minhas ideologias em algo que ajude os outros, não se pode continuar sonhando se você acha que não pode tranformá-lo em realidade.
      Ir para a escola pra mim, já estava sendo algo mais confortante, concertei alguns problemas mas ainda não estava bem em relação as notas, passei a frequentar mais as aulas, participei de algumas oficinas, a de música era a minha preferida, conheci pessoas interessantes, aprendi mais sobre música. Sabe, quando eu converso com alguém que eu mal conheço, me pergunto o que se passa na cabeça daquela pessoa, em relação à escola, adolescência, amizades, o futuro...Acho que os jovens pensam mais no que vão fazer daqui a 5 minutos do que o que vão fazer daqui a 5 anos. Eu pensava em muitas coisas quando estava sozinho, na rua ou na escola, antes eu me preoculpava em ter amigos, hoje eu me preoculpo em ter responsabilidade. Muitos ainda me olham de um jeito diferente, mas e daí? Pra quê ser normal, se sendo diferente nós podemos criar e ser reconhecidos? É isso o que eu penso até hoje.
      Eu geralmente uso a música pra fazer com que eu me sinta bem, que eu não me sinta sozinho, como se cada acorde, cada melodia me desse algo que eu realmente precisasse no momento, que ninguém poderia me dar. Eu procurava me envolver mais com minha alma, me conhecer melhor, mostrar pra mim mesmo o que eu queria realmente, o que eu vim fazer aqui nesse mundo. Eu acordei, abri meus olhos e vi como o mundo realmente é.

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