terça-feira, 23 de agosto de 2011

Do grito ao silêncio...


O primeiro sentimento profundo de solidão,
a primeira dica do que seria daqui à algumas horas,
o silêncio entre duas almas, ou apenas a vóz da insegurança em si.
Aqui jás o meu pensamento sombrio,
uma nova dívida à quem esteve diante de mim,
Aquilo que há num olhar inocente.

Isto era a minha angústia,
a sede de que tudo seja perfeito,
Minha frieza descoberta,
a dor de quem não está preparado para os dois lados.
Isto é o som dos meus demônios,
o grito de socorro dos meus anjos,
as lágrimas de uma alma desprotegida do novo mundo,
os olhos desconhecidos do outro monstro.

O que eu sinto quando você não está aqui,
dentro do meu pensamento bom,
distante do meu calor.
Um brilho nos olhos,
que demonstram perda do seu melhor,
quem queria te fazer feliz.

Isto era a minha angústia,
a sede de que tudo seja perfeito,
Minha frieza descoberta,
a dor de quem não está preparado para os dois lados.
Isto é o som dos meus demônios,
o grito de socorro dos meus anjos,
as lágrimas de uma alma desprotegida do novo mundo,
os olhos desconhecidos do outro monstro.

O sorriso era só um desfarce para esconder,
O mal que estava sobre o meu ser,
Faço o seu trabalho,
sou seu bode espiatório,
quem sente a dor que você causa.

Onde está o meu céu?
O que faz de mim uma alma fraca?
O demônio que sorri quando a tristesa é superior
Quem sustenta meu ódio e a pressão mental.
Quem sou eu quando o meu erro é um fato imperdoável para mim mesmo?
Se sou eu quem não quero ser. 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor, amor, e blá blá blá...

      O que eu poderia dizer ser o 'amor', hoje eu posso apenas sorrir e admitir meus erros. Se trata não só de como você vê, mas como você sente e o trata. Amar, é difícil, mais difícil ainda é saber que você tem que ser amado da mesma maneira... Ou não. Manter um amor, respeitá-lo, saber lidar com os problemas, saber cuidar bem do outro, é realmente difícil. Porém, é fácil quando se conhece bem a outra pessoa. Você trata ela como a melhor pessoa do mundo, a mais importante, e coloca ela sempre em primeiro lugar, diz o que lhe encomoda - se é que se encomoda - e vê se ela te ama o suficiente para estar disposta a mudar.
      Quando se é adolescente, o amor tráz com ele as dúvidas: Sim ou não? Por que isso está acontecendo? Essa é a pessoa certa ou eu estou apenas iludido sobre o olhar dela? As mulheres podem achar que o amor para os homens é fácil, afinal, eles são homens, vão se dar bem como sempre... Errado. Os homens se desvalorizaram tanto que eles deixaram a imagem de machões, sem muitos sentimentos e sem passiência para lidar com o amor. Para a sorte das mulheres isso deixou de acontecer em 20% dos homens. 10% são gays, 5% são nerds totalmente viciados em tecnologia, 3% são fiéis a Deus e querem morrer apenas com o amor dele e 2% é o tipo de homem que você nunca vai conhecer, infelizmente.
         Eu já vi vários homens que parecem ser uma mesma pessoa: estão preoculpados com a aparência e perder a virgindade antes de completarem 16 anos. O que mais me chamou a atenção foi que eles se sentem ainda superiores diante às mulheres, mas na minha opnião, eles não passam do valor que a mulher paga num simples brinco. Eles se fazem de tal na frente dos amigos, e quando chegam na frente das meninas eles mudam as opniões (alguns são assim), os hábitos e enfim. De vez enquando eu vejo alguma garota triste porque um garoto a deixou assim, e fico pensando comigo mesmo: mais uma esperança de amor voa para longe. Eu tento ajudar quando e como posso, até porque amanhã pode ser eu que posso estar triste por causa de amor. Depois vejo que o homem que a deixou triste, não faz nada, deixa rolar, toma conta do seu próprio bico. Mas eu sei que no fundo eles sentem algo por elas e não querem admitir, para ainda manter a fama de machões e insensíveis, o objetio deles é ter mais mulheres possível e se uma se apaixona, ele deixa ela de lado, a menos que ela seja 'gostosa'. Eles ignoram para não ficarem se preoculpando com isso, se afastam um pouco de mulheres conhecidas para não cobrarem o amor dela sobre àquela pessoa com o coração partido.
      E eu achando que já tinha visto de tudo, achando que os homens estavam errados, aí vem as mulheres que tratam os homens como elas foram tratadas algum dia. Um homem se apaixona e elas ignoram, só querem por um momento e dizem tchal - isso se quiserem né - mas sorte a minha não estar com esse tipo de menina, porém conheço algumas, apenas. Quando penso nelas, também penso como elas serão daqui a 20 ou 30 anos, quais serão os pensamentos delas e o que elas estarão fazendo, penso o mesmo sobre os homens das mesmas atitudes, o que estarão fazendo e como estarão daqui à algum tempo. Eu tento sempre ser a pessoa que me tornei depois de entender mais sobre amor, e não a pessoa que se torna o que é após ver que maior parte da sociedade é. Aquele tipo de pessoa que segue tendencias, que tenta ser como as outras para serem 'aceitas' na sociedade. Se ser aceito numa socidade onde as pessoas são dessa forma, eu prefiro fazer parte apenas da minoria. Não é que eu esteja dizendo que elas estão erradas, mas é o tipo de gente que eu não sou, não é o tipo de gente que eu devo ser. E qual é o tipo de gente que você deve ser?
      Já me perguntei várias vezes se o problema era eu ou não, me coloquei no lugar dos outros para entendê-los, conhecer suas idéias e opniões. Já questionei algumas pessoas que conhecia e que não conhecia, para saber mais sobre o que elas pensavam sobre amor. Vi que até meninas que são como a maioria dos garotos, também sofrem de amor, raramente mas sofrem.  E os homens, apenas ignoram, e quando realmente se apaixonam depois de ter feito alguma besteira, são ignorados. Mas no final, me chamou a atenção o fato de existir muitas formas de amar. Ruins? Talvez pra você sim e pra quem ama realmente, não. Falando apenas de amor de namorados e não de amigos, pais e filhos, apenas namoro, que é o que mais deixa questões voando sobre nossa cabeça.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As ondas e o vento

      Quando você se toca que está apenas seguindo o caminho que o destino lhe deu para você se encontrar nele. Você começa pensando que tudo começa depois de um problema pessoal , mas no fundo entende que deveria saber que seu caminho começa quando se questionar sobre o que é melhor para si, não importa se for certo ou errado, pra você o que importa é tentar.
      Eu olhava para o mar, sentia bater em mim o vento que empurrava as ondas em minha direção e me baseava nelas para pensar no que era certo ou errado. As ondas iam para todos os lados em horas do dia: de manhã estavam agitadas, indo para todos os lados como se alguém estivesse procurando o caminho necessário, sem medo do que poderia acontecer. Nas horas da tarde elas estavam calmas, porém ainda seguindo em direções diferentes como se alguém estivesse em dúvida sobre o que irá fazer e tenta várias coisas sem saber o que pode estar por vir. Nas horas da noite, as ondas seguiam em uma direção, em outras também, mas como inseguras.
       Obviamente eu não passei o dia inteiro olhando o mar, eu observava as ondas por alguns minutos, o suficiente para fazer uma comparação do que eu chamo de destino. Alguém lhe propõe algo e de cara você pode achar que é o certo, porque foi a primeira opção que você teve. Mas na hora não lhe vem à cabeça se é o que você realmente quer fazer.
      Pensando assim, eu percebi que as pessoas vivem sob o medo...A insegurança, e não param pra perceber que em um certo momento ficamos sob pressão e não sabe como acabar com isso até que chegue a uma conclusão, porque você pensa em tudo o que se pode fazer e nas consequências que pode vir ao longo do tempo. Há o medo de se aceitar numa hora ruim, de olhar para quem as pessoas que você se relacionou mesmo que elas estejam te dando as costas, e não sabe se com sua palavra poderá ter o perdão delas.
       Eu acredito que um dia eu vá mudar de opnião sobre o destino, ou não. Aliás, estamos sempre mudando de opnião, descartando umas e construindo outras. Aprendi a sempre acreditar nelas, nas minhas opniões formadas com base nas coisas que eu sei, se estão certas ou erradas, é algo difícil de saber. Para mim, as pessoas são como as ondas e o vento é como o destino: nos empurra para um lado e nós temos que estar preparados para o que pode acontecer, saber que algo de bom ou ruim vá acontecer. Mas no final de tudo, é saber que voltar ao passado é impossível e que o futuro do seu jeito, é você quem o tranforma.

sábado, 9 de outubro de 2010

Lágrimas injustificadas, sofrer em silêncio [part I]

      Hoje eu penso em tudo o que aconteceu meses atráz, cada gesto feito, cada sentimento expressado, cada dor sentida. Mas toda vez que penso nisso, eu fico ainda sem saber o que dizer sobre o que eu realmente senti sobre esses momentos, bons e ruins, é difícil para mim entender como e porque aconteceram tais coisas, mas nada muito fora do comum, para um adolescente.
      Era um domingo, final de ano, todos viajando e eu sozinho em casa fugindo um pouco da realidade enquanto todos saíam nas ruas para beber, festejar...Enfim. Fiquei pensando no que o meu amigo disse dias atráz: - Daniel, vamos fazer uma festa, com muito álcool e cigarros? - Rodrigo perguntou pra mim, e eu não aceitei na hora. Mas como estava intediado, acabei ligando pra ele e pedindo para trazer bebidas e algumas pessoas. Uma hora depois, depois que todo mundo chegou, minha casa já estava toda bagunçada, suja, todos já começando a ficar alterados, e eu um pouco tonto mas sem largar minha garrafa de Uísque. Eu não estava ligando se no dia seguinte eu estaria bem ou mal, pra quê ligar pra isso? Eu não ia lembrar direito o que aconteceu mesmo, mas lembro que uma menina havia me puxado pela camisa, colocou a mão na minha nuca enquanto me beijava, coloquei minha bebida em cima da mesa para encostá-la contra a parede. Sem se quer trocamos uma palavra, 5 minutos depois ela tira minha camisa e começa a beijar meu corpo, pega uma garrafa de Jack Daniel's e bebe sem parar até que derrepente eu vejo ela desmaiando, segurei em sua cintura, peguei a  garrafa dela para mim enquanto eu a deitava no chão. Passam-se alguns minutos e derrepente eu paro em frente a tv, olho a casa bagunçada, pessoas bebendo e dançando, algumas até deitadas no chão e me pergunto: "É dessa bagunça mesmo que eu gosto?".
      No mesmo dia, de manhã, eu acordei como se um caminhão tivesse passado por cima de mim ou se tinham me apedrejado e eu não consegui morrer, estava cansado, mas tirando isso achei que tava tudo bem, até eu chegar na sala e ver toda aquela bagunça, e eu tinha que arrumar porque meus pais iam chegar ainda naquele dia, de tarde. Passei o dia arrumando a casa e atendendo telefonemas de amigos, e cada vez que o telefone tocava, eu temia que fossa meus pais dizendo que já estão a 5 minutos daqui enquanto eu estava no meu da limpesa ainda, mas depois de 2 horas eu acabei, e ainda deu tempo de tomar um banho, colocar uma roupa melhor, comer alguma coisa e descansar. A campainha toca, vou até a porta e recebo meus pais, mas eles já chegam irritados, reclamando da viagem, reclamando de tudo, e eu nem me meti a perguntar se a viagem foi boa. Peguei duas malas no carro e levei até a sala de casa, e meu pai vem com essa: - Eu não pedi pra pegar minhas malas, não sabe nem o que tem aí dentro, você pode quebrar! - Então eu deixai as malas encostas na parede e fui para o meu quarto assistir tv. É foda quando se quer ajudar alguém e esse alguém te trata como se você fosse um pedreiro de 4 filhos pra criar.

Lágrimas injustificadas, sofrer em silêncio [part II]

       Um mês depois, eu estava me preparando para o prmiero dia aula, em outra escola, e como sempre eu sei que pelo ao menos alguém vai rir de mim na escola, por eu ser 'diferente da sociedade', é sempre um saco, ver como as pessoas ainda são ignorantes, e mais chato ainda, é saber que elas não querem mudar, nem saber se estão certas ou erradas. O primeiro dia: Entrei na escola, com meu jeito um pouco tímido, subi logo para a aula porque cheguei atrasado, entrei na sala de aula com um sorriso no rosto, não pra demonstrar simpatia, e sim porque eu estava feliz de estar numa escola nova. Eu penso no 'primeiro dia de aula' como uma mudança em nossa vida: Novos amigos, novas idéias, talvez uma namorada, mas enfim, não vou falar disso agora. Eu conversava com quem olhava pra mim e sorria, porque eu pensava que essa pessoa não ia me julgar, fiz amizade com todos ao longo do tempo, até gente fora da minha turma queria saber quem era aquele menino de estilo diferente, estilo indefinido, para alguns já era "o doido", mas pra mim, eu sou só um roqueiro pouco diferente. Conheci muita gente já nos primeiros dias, mas depois essas pessoas foram se afastando, alguns que eu conversava todo dia, hoje nem olham na minha cara. O motivo? Não sei ainda, e não sei se é um bom motivo, até porque eu sempre fui amigo quando precisaram, fui palhaço quando quiseram, eu tentei ser eu mesmo pra fazer as pessoas gostarem de mim, umas eu falo até hoje, mas outras não, e nem vou correr atráz pedindo pra falar comigo. Algum tempo depois as pessoas pareciam estar contra mim. Cada vez que eu ia pra escola, eu queria estar sozinho porque só assim eu entendo o que eu to sentindo, então meus vícios foram crescendo, eu saia cedo de casa pra ir pra escola, e voltava tarde, já de noite, pra ficar na rua fumando, não ligando pro que poderia acontecer, não ligando pro que os outros iam dizer sobre mim, mas o que eu só queria mesmo era alguém pra conversar, pra me entender, pra me dar amor quando não existir amor em volta de mim, mas ninguém liga pro que uma pessoa diferente pensa.
       Dias depois, conheci uma menina através de outra amiga, o nome dela era Fernanda e nós começamos a conversar e vimos que tinhamos coisas em comum, os mesmos estilo de músicas e blá blá blá. Eu estudava de tarde, e ela de manhã, mas queríamos arrumar um jeito de nos vermos, mas só dava no fim de semana, como eu estava, pra não ser como uma história de amor como são sempre contadas, eu vou ser sincero, ela não tinha nada de especial, nem um olhar que me chamasse tanta a atenção. Depois de um tempo, reparei que a única coisa que realmente me dispertava interesse nela, era que em várias coisas nós tinhamos a mesma opnião. Poucas semanas depois nós terminamos, nem ela também sabia direito o porque terminamos, eu era novo, Fernanda foi minha primeira namorada, e um dia ela quis, digamos que, 'avançar' um pouco o nosso namoro, se é que me entende, mas nós sabíamos que nenhum dos dois estavamos prontos. Admito, gostava da companhia dela, só não gostava de certas coisas que ela fazia, fez e ainda faz, mas é o jeito dela, não vou julgar...Quer dizer, não podia falar, mas pensar.
      Lembro de um fim de semana em que eu chamei a Fernanda para vir pra cá e ficarmos na praia à noite, olhando as ondas baterem nas pedras da praia, era tão bom, a lua era só nossa  e o amor era do destino. Eu começei a faltar as aulas da escola, indo pra casa da Fernanda, por causa do meu mau relacionamento com as pessoas da escola, não queria olhar pros outros e ouvirem eles perguntando o motivo de eu ter 'nascido assim'. Conhecia sua familia, mostrei que eu não era qualquer um, menti para eles dizendo que eu não estudava de tarde, pra não reclamarem comigo por eu estar matando aula. O tempo foi se passando e cada vez nós estavamos pegando intimidade um com o outro, nos conhecendo mais a cada dia que passava, a cada beijo de amor, e eu pensava que poderia dar tudo certo, é fácil errar quando se é um adolescente, o mundo é muito difícil de se entender, mas fácil de se confundir com coisas novas

Lágrimas injustificadas, sofrer em silêncio [part III]

      Palavras de ajuda, sentimento de força...Sem a Fernanda, encarei meus problemas com a opção de desistir bem na minha face. Eu já estive bem perto de desistir de absolutamente tudo, parecia que tudo ia continuar como estava, que não ia acabar ou no mínimo, mudar. Eu levantaria os braços, olharia pra cima e diria o quanto eu sou fraco, porque é fácil demonstrar fraquesa quando se tem o primeiro grande problema, eu até poderia conversar com alguém, mas a consolação não me ajudaria em nada, eu acho que consegui arrancar da minha alma, uma força para fazer as coisas que eu sempre sonhei, transformar minhas ideologias em algo que ajude os outros, não se pode continuar sonhando se você acha que não pode tranformá-lo em realidade.
      Ir para a escola pra mim, já estava sendo algo mais confortante, concertei alguns problemas mas ainda não estava bem em relação as notas, passei a frequentar mais as aulas, participei de algumas oficinas, a de música era a minha preferida, conheci pessoas interessantes, aprendi mais sobre música. Sabe, quando eu converso com alguém que eu mal conheço, me pergunto o que se passa na cabeça daquela pessoa, em relação à escola, adolescência, amizades, o futuro...Acho que os jovens pensam mais no que vão fazer daqui a 5 minutos do que o que vão fazer daqui a 5 anos. Eu pensava em muitas coisas quando estava sozinho, na rua ou na escola, antes eu me preoculpava em ter amigos, hoje eu me preoculpo em ter responsabilidade. Muitos ainda me olham de um jeito diferente, mas e daí? Pra quê ser normal, se sendo diferente nós podemos criar e ser reconhecidos? É isso o que eu penso até hoje.
      Eu geralmente uso a música pra fazer com que eu me sinta bem, que eu não me sinta sozinho, como se cada acorde, cada melodia me desse algo que eu realmente precisasse no momento, que ninguém poderia me dar. Eu procurava me envolver mais com minha alma, me conhecer melhor, mostrar pra mim mesmo o que eu queria realmente, o que eu vim fazer aqui nesse mundo. Eu acordei, abri meus olhos e vi como o mundo realmente é.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

...E o silêncio, quando vai embora?

      Um dia, sorri e olhei para o céu dizendo a mim mesmo "Estou feliz porque a tenho dentro de mim", e não pensava como tudo ia acabar um dia. Olhava nos meus olhos como ninguém jamais olhou, sentia seu amor a cada abraço que me dava. Me culpe pelo que aconteceu se lhe fiz chorar, entenda que suas lágrimas talvez seja só uma fase do tempo, porque é ele quem manda, se era pra ser assim...Por quê querer voltar e mudar se o que restou é apenas um passado natural? Me pergunte sobre o 'amor' que eu lhe respondo com um carinho, já que não sei usar palavras para expressar sentimentos.
      Os dias iam se passando e eu mudando cada vez mais, sem saber o motivo. Eu não fechava mais os olhos pra sentir você perto de mim, mesmo estando longe, e nem ria sozinho pensando nas coisas que fazíamos juntos. Saudade e um pouco de aperto no peito não são nem um pouco do que eu senti quando lhe dei o último tchal e olhei pra baixo para ir em um caminho desconhecido onde eu não queria ir se eu tinha você.
      Canções de amor contam nossa história em versos escritos pelo destino, sob o silêncio que ficou entre nós dois. Olhares se cruzam e permanecem atentos, ouvindo apenas o pensamento de si mesmo, imaginando o quê o outro está pensando. Duas lágrimas caem e só uma coisa a dizer: "Eu te amo". Mas como saber se é verdade? Se cada vez que se comete um erro, perde a confiança. Nossas fotos mostravam o quão cinceros eram os nossos sorrisos, até quando sorriso se tornou apenas mais uma palavra simples para nós. Ainda passo por lugares onde passávamos juntos de mãos dadas, e lembro de todas as vezes que conversavamos sobre o que aconteceria depois.
      Todos os olhares à minha volta, são diferentes, porque não é o seu, mas sigo em frente com o quê eu já previa. Não lhe dei toda a atenção que você queria, porque eu estava mais preoculpado no quê você sabia sobre mim, sobre o que eu pensava sobre a vida. Nunca te perguntei se você estava bem, nem nunca me ofereci para estar ao seu lado em um momento ruim da sua vida...Nem mesmo tentava te entender pra dar minha opnião sobre as coisas que você gosta. Você nunca me perdeu, pois nunca me teve completamente em sua vida. Eu devo ter mentido ou apenas me enganado em todo esse tempo, não tinha culpa se a verdade não vinha na minha frente, eu não a via e não me dava pistas do que ela queria dizer. O quê está fazendo agora? Sei que não vai me responder, falando nisso...E o silêncio, quando vai embora?
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